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Gauchão: (quase) todo ano é a mesma coisa

A torcida Xavante já está careca de saber: há várias temporadas entramos no Gauchão para tentar apanhar menos.

Por: Pedro H Krüger - Publicado em: 12/03/2021 19:50

Gauchão: (quase) todo ano é a mesma coisa

Fonte: Comandante do Brasil de Pelotas

A torcida Xavante já está careca de saber: após o acesso à Série B do campeonato brasileiro, o Gauchão virou um fardo. Parece arrogância? Não é. A torcida do Brasil gosta de disputar o estadual, até porque fomos os primeiros a conquistá-lo há mais de 100 anos. O grande problema é que, com exceção a 2016 e à campanha vice-campeã de 2018, entramos no Campeonato Gaúcho para tentar apanhar menos.

 

Em 2016 pegamos a última vaga à fase final e caímos nas quartas. Depois dessa temporada, voltamos a figurar apenas em 2018 com o histórico vice-campeonato. Em 2017, 2019 e 2020 enfrentamos o fantasma do rebaixamento, mas escapamos - em alguns casos por apenas um ponto.

 

Em 2021 surgiram novos desafios: duas temporadas mescladas por conta da pandemia, a pior situação financeira dos últimos anos, o desmonte do grupo que disputou o Brasileirão e os desafios de um troca de gestão - com a saída do então presidente Ricardo Fonseca, no comando do clube desde 2012. Com tudo isso somado, o Brasil estreou em casa e perdeu para o Aimoré por 1 a 0.

 

Todo ano é a mesma coisa. Quase. 

 

A esperança rubro-negra repousa sobre os ombros de Claudio Tencati. Talvez em segundo plano, mas não menos importante, há muita fé no trabalho do recém-empossado presidente Nilton Pinheiro. Além do pouco tempo e do enfrentamento contra outras equipes do interior (que estão trabalhando há meses exclusivamente para o Gauchão), nos falta dinheiro.

 

Ou seja, a missão de Nilton Pinheiro e de sua diretoria é trabalhar fora de campo para recuperar a credibilidade da instituição, honrar os compromissos firmados e ofertar melhores condições de trabalho para Claudio Tencati; que, por sua vez, tem a difícil tarefa de conquistar resultados dentro de campo e, dessa forma, tranquilizar o ambiente para que a diretoria possa agir. Uma mão lava a outra, e o tempo urge contra nós.

 

Portanto, diferentemente dos outros anos, nos quais foram feitas sempre as mesmas coisas esperando resultados diferentes, eu enxergo agora um novo caminho. Vai dar tempo? Vai ser suficiente? Esse navio já afundou? Não dá para saber ainda. Mas precisamos confiar em quem está trabalhando e abraçar o que temos hoje para, quem sabe, aproveitarmos a calmaria após a tempestade.

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