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Palmeiras desperdiça oportunidades e é vice da Recopa

Em noite para se esquecer, verdão sofre gol aos 49 do segundo tempo, desperdiça pênalti na prorrogação e é derrotado nas penalidades máximas para o Defensa Y Justicia em partida marcada por péssima arbitragem

Por: Ricardo Assis - Publicado em: 22/04/2021 23:59

Palmeiras desperdiça oportunidades e é vice da Recopa

Foto - Reprodução Cenário repetido - Palmeiras é vice nos pênaltis pela segunda vez em 72 horas

Hoje o Verdão voltou a campo para mais uma decisão, menos de três dias depois do vice campeonato para o Flamengo na Supercopa do Brasil. E a noite parecia que seria tranquila, para limpar a alma e garantir o terceiro título no ano. Só parecia...

O Palmeiras foi a campo com basicamente o mesmo time que iniciou o jogo no último domingo, mas com duas alterações no meio. Zé Rafael e Felipe Melo deram lugar a Patrick de Paula e Danilo.

Apesar do início positivo do time argentino, o verdão é quem criava mais perigo nas transições, e aos 9 quase saiu na frente. Danilo achou Wesley em profundidade, o atacante dominou com categoria, limpou o goleiro e rolou para o gol vazio, mas o zagueiro do Defensa salva em cima da linha. No entanto, após a continuidade do lance, o impedimento foi marcado pelo bandeira.

O ataque não assustou os argentinos, que seguiam atacando com tudo, aproveitando os espaços pelo lado do campo. No entanto, em mais uma estocada rápida, o verdão chegou ao seu primeiro gol. Após um período mais recuado, o Palmeiras ensaiou uma pressão no campo de ataque e foi bem sucedido. Veiga roubou a bola de Frias e rolou para Rony, que avançava livre em direção ao gol. O atacante adiantou demais a bola, mas foi derrubado de maneira grosseira por Meza. O árbitro não marca o pênalti logo de cara, apesar do grande protesto dos jogadores e de Abel Ferreira. O lance continua até que Weverton chuta a bola para fora, solicitando que o juiz vá ao VAR. Chamado, o árbitro corrige o erro e marca a penalidade máxima. Veiga, vivendo ótima fase, bate forte e chapado no canto esquerdo, sem chances para o goleiro Unsain.

Com a vantagem no placar e o jogo aparentemente controlado, o verdão recuou suas linhas e apostou ainda mais nos contra ataques. E em um deles, quase matou o confronto. Após tentativa de longe do time argentino a bola sobrou para Wesley que lançou Rony em profundidade. O atacante avançou até a grande área e retornou a bola para a cria da academia, que cara a cara com goleiro, se atrapalhou com a marcação que se aproximava e acabou saindo com a bola e tudo.

Quem não faz...

Logo no lance seguinte à grande oportunidade, o palmeiras sofre um duro golpe. Pizzini recebeu bola em profundidade nas costas de Viña e cruzou na medida para Braian Romero, de primeira, chutar forte no ângulo direito de Weverton, que nada pôde fazer. Em sua primeira chegada com maior perigo, o Defensa chegou ao empate.

O Palmeiras sentiu o baque e passou o resto do primeiro tempo recuado e sem conseguir sair em velocidade. Pizzini e Braian Romero dobravam em cima de Viña, que, sem o auxílio de Wesley na marcação, não conseguia conter o avanço da dupla. O jogo seguiu com essa mesma dinâmica até o intervalo

O verdão volta melhor para o segunda etapa e começa a retomar o controle do jogo. No entanto, o lado esquerdo da defesa continua sofrendo com os avanços da dupla de ataque argentina. Rony tem duas ótimas oportunidades para colocar o Palmeiras na frente novamente, mas para em Unsain.

Mayke e Veron são chamados por Abel e entram nos lugares de Wesley e Breno Lopes, que tiveram atuação apagada. Logo em seguida, mais uma trapalhada da arbitragem compromete o andamento do jogo. Viña roubou a bola no campo de ataque, foi derrubado com um puxão grosseiro de camisa e, caindo, revdou com um chute. O lateral continuou no lance, saindo em boa condição em direção ao gol até que o juiz, com atraso, marca, de maneira equivocada, falta do uruguaio, interrompendo um ataque perigosíssimo. Após revisão, o uruguaio é expulso por agressão, enquanto o juiz ignora a falta clara cometida por Meza na origem do lance.

Essa não foi a primeira decisão equivocada do juiz na noite, que já havia marcado uma falta inexistente de Wesley em uma roubada de bola perigosa no campo de ataque. 

Apesar da expulsão, o verdão continuou bem na partida e teve nova chance para marcar, dessa vez com Veron. O atacante recebeu belo passe de Patrick de Paula e avançou cara a cara com Unsain, mas finalizou em cima do goleiro. O que parecia ruim, fica ainda pior...na corrida até a finalização o atacante sofreu nova lesão muscular e pediu para ser substituido. Em mais uma decisão extremamente questionável, o juiz não permite as alterações do Palmeiras, que, com um jogador expulso e outro machucado, se encontrava com dois homens a menos em campo. Felipe Melo e Empereur esperavam prontos para entrar e a bola se encontrava fora de jogo, mas o soprador de apito solicitou o reinício do jogo. A bola rolou por mais dois minutos, até que Patrick de Paula cometeu uma falta (violenta, diga-se) para forçar as substituições.

Os minutos finais vinham caminhando bem para o Palmeiras, que, mesmo com um homem a menos, sustentava bem a pressão, sem ceder boas chances aos argentinos. Até que, aos 49 do segundo tempo, Alan Empereur errou uma rebatida, afastando mal e deixando na medida para Benitez soltar a bomba de primeira no cantinho de Weverton, que encostou na bola mas não conseguiu impedir o gol argentino. Em um erro infantil no último lance, o Defensa Y Justicia conseguiu a virada, levando o jogo à prorrogação.

Exausto, o verdão iniciou a prorrogação com a mesma postura, apostando apenas nas bolas longas. E foi dessa maneira que o Palmeiras chegou novamente com perigo. Felipe Melo acionou Rony em profundidade cara a cara com Unsain, que errou o tempo de bola e cometeu pênalti infantil no atacante. Leodan, em noite lamentável, novamente não marcou a penalidade logo de cara, e precisou recorrer ao VAR. 

Com a marcação, a confusão se instaurou e Braian Romero foi expulso por reclamação. Após grande demora, Gustavo Gomez pegou a bola e se preparou para bater. Parecia que, finalmente, a sorte voltaria a sorrir para o alviverde. Só parecia... O zagueiro foi para a batida e chutou fraco, quase no meio do gol para fácil defesa de Unsain.

Após o erro de Gustavo, pouco ocorreu na prorrogação e o jogo caminhou para o apito final. Novamente, em menos de três dias, o Palmeiras decidia mais um título nas penalidades máximas.

Assim como contra o Flamengo, o Palmeiras iniciou batendo e convertendo sua primeira cobrança. Apesar dos sinais animadores, o time novamente foi mal nas batidas e deixou mais um título escapar. Gabriel Menino, Rony e Gustavo Gomez converteram - o último com emoção, em mais uma péssima cobrança -, enquanto Luiz Adriano e Weverton desperdiçaram. O defensa, por outro lado, esbanjou calma e categoria, convertendo suas quatro cobranças e garantindo o título da Recopa.

Se perder um título nos pênaltis machuca, imagina dois em menos de 72 horas? Sei que a torcida deve estar irritada e chateada, mas não vejo motivos para desespero. Apesar de não ter sido brilhante, o Palmeiras não fez uma partida ruim, criando as principais oportunidades de gol. Além disso, a arbitragem tenebrosa de Leodan González teve um impacto grande no jogo, com pelo menos três decisões que alteraram o curso do jogo e prejudicaram o Verdão. 

Existem correções a serem feitas por Abel, mas o time vem mostrando evolução no seu repertório e a temporada ainda pode vir a ser muito vitoriosa, apesar das duas grandes frustrações nesse início. É preciso ter calma e cabeça fria nesse momento para não criar um ambiente de pressão desproporcional e prejudicar um trabalho que, apesar de curto, já é muito vitorioso. 

 

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