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Derrota no clássico sinaliza caminho perigoso para o Palmeiras

O Palmeiras perdeu o Choque-Rei desta sexta-feira, mas isso é o de menos. O problema maior da derrota de hoje é o desânimo que ela traz e a sensação de beco sem saída em que estamos nos metendo e que pode custar muito mais caro.

Por: Fernando Cesarotti - Publicado em: 17/04/2021 04:03

Derrota no clássico sinaliza caminho perigoso para o Palmeiras

Abel Ferreira sofreu sua primeira derrota num clássico

O Palmeiras perdeu o Choque-Rei desta sexta-feira, mas isso é o de menos. Perder clássico sempre é ruim, claro, mesmo em campeonato de bolinha de gude ou em jogo de videogame. O problema maior da derrota de hoje é o desânimo que ela traz e a sensação de beco sem saída em que estamos nos metendo e que pode custar muito mais caro.

O jogo em si não merece mais que um ou dois parágrafos. O time jogou mal? Óbvio que jogou mal, mas não tem muito o que cobrar de um time que nunca tinha junto e os quais boa parte esteve em campo, pelo menos alguns minutos que seja, menos de 48 horas antes num jogo decisivo de duas horas mais cobrança de pênaltis, a mais de 1.000 km de distância.

Nessas condições, o empate seria lucro e quem sabe pescássemos um golzinho no contra-ataque? Foi essa a ideia no primeiro tempo, e o 0 a 0 imperou. No segundo tempo, o Palmeiras até ariscava um pouco mais, mas uma bobeada resultou no gol deles, marcado por Pablo, e na completa inoperância ofensiva da equipe ao buscar o empate. Derrota justa, merecida, o 1 a 0 saiu barato.  

Ruim? Claro. Mas piora, porque domingo tem mais, contra o Botafogo, em Ribeirão Preto. E na semana que vem tem de novo três jogos: quarta, contra o Universitário, no Peru; sexta contra o Guarani, em Campinas; e domingo, contra o Mirassol, em casa. E continuará assim por pelo menos mais duas semanas.

“Ah, mas dane-se o Paulista”, ahan, tá bom. Eu conheço o palmeirense bem, são quase 40 anos disso.  E é por isso a sensação de beco sem saída. Porque as cornetas sobre Abel Ferreira já começam a soar com força, assim como a pressão sobre alguns jogadores vai aumentar. E, como eu já disse na quarta, o time não vai começar a jogar bem e vencer jogos com facilidade por mágica. Precisa treinar. E treinar a que horas? “A Libertadores é prioridade”, mas e se o time começar mal, vão culpar o técnico? É justo culpar qualquer técnico nessas condições?

Danilo Barbosa, o primeiro reforço, estreou. Fez partida discreta, o possível num cenário inviável. Talvez cheguem outros reforços, a torcida espera de forma quase desesperada, e eu honestamente pergunto: pra quê? Vai jogar como? Vai entrosar de que jeito? Vão manter 

O Palmeiras paga neste começo da temporada pelo brilho da temporada 2020, pela ousadia em “querer ganhar tudo”, como disse um dos vice-presidentes da CBF um tempo atrás. E a diretoria precisa ter muita calma e cabeça no lugar para não tomar decisões estúpidas (ou seja, uma eventual demissão de Abel durante uma eventual má fase em meados de maio) que possam causar prejuízo no médio e longo prazo. É bom ficarmos de olho.

 

 

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